Europa Central (notas de uma viagem)

Entre o final de maio e início de 2012, fizemo-nos à estrada novamente. Toda a gente falava no Euro2012, toda a gente falava na Polónia, na Ucrânia… era a Europa Central!

Um dia, naqueles dia do inverno tardio de então, pensámos, porque não? Decidimos percorrer a Europa Central nas duas semanas que tínhamos. Queríamos ver se também por lá se falava de crise ou se a euforia do futebol já tinha tomado conta das gentes…

Depois de uma paragem em Madrid, aterramos em Budapest, capital da Hungria, já a noite ia longa. Aproveitámos as promoções da Ryanair e por quatro voos pagámos cerca de 70€.

Habituei-me a ver a enigmática Budapest nos filmes de espionagem da décadas de 60 e 70.  Agora, aqui, começo a sentir o legado do comunismo e a marca da Segunda Guerra Mundial.

What to see in Budapest (Top Attractions) 

01 - Budapest - Parliament-1

De Budapest, imitando o serpenteado do Danúbio, apanhámos um comboio até Bratislava (Bratislava, na ponta da Eslovaquia) , a capital da novíssima Eslováquia. A pacatez da cidade conquistou-nos e sentimos que era mais o que nos unia que aquilo que nos separava.

 

Em Bratislava mudámos de planos. Podíamos ir direto para Cracóvia, num confortável comboio e, numas 6/7 horas, estaríamos lá… poder podíamos, mas não era a mesma coisa. Decidimos cruzar a Eslováquia, através das montanhas (High Tatras) e entrar na Polónia pelo sítio mais improvável, atravessando um rio de águas criatalinas que nasciam do degelo das neves quase eternas do Tatras. As 5 horas de viagem serviram para quase tudo. Atenta-se no ritmos das coisas, dos lugar e conhecem-se pessoas! Foi aqui que conhecemos Mira, mais uma Lawyer on the train...

Atravessámos as montanhas e entrámos na Polónia atravessando um rio, a pé… Trocamos de euros para Zlots e fizemos a primeira grande paragem em Cracóvia (fotos).

 

Ainda de mochila às costas rumámos às profundas minas de sal de Wieliczka, património da Humanidade. Em Cracóvia, sentimos, ao de leve, as atrocidades cometidas na Segunda Guerra Mundial… Deambulámos pelos guetos e perdemo-nos em memórias… encontrámo-nos frente-a-frente, em Auschwitz-Birkenau, com o significado da palavra horror e sofrimento.

Estamos tocados! É impossível não estar.

Deixámos Cracóvia e embarcamos numa muito matinal viagem até Wroclaw (fotos), a antiga Breslau, na Silésia. Dizem que se os habitantes de Cracóvia te aconselham a ir a Wroclaw é porque é algo de fantástico.

Estamos apaixonados pelas praças da Polónia. E aqui, em Wroclaw, fomos à caça de Gnomos. Eles estão em todo lado, bem escondidos, mas estão lá…

Chove intensamente quando chegámos ao aeroporto. Olhámos e vimos um país magnífico, de gente sincera e sorridente, contudo, It’s time to say goodbye! 

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