Bratislava, na ponta da Eslovaquia

Dizem os eslovacos que quando dividiram a Checoslováquia em 1993, os checos ficaram com a melhor parte.

Quando chegámos à estação de Bratislava, parecia que tinhamos chegado a algo que podia ficar em todo lado, menos na europa. O aspeto degradado e, até, sujo da estação parecia não pertencer a uma capital europeia, a um país que desde 2009 pertence à zona euro.

Mas como as aparência iludem, Bratislava iria ser uma boa surpresa, de tal forma que a impressão inicial se esgueirou sorrateira e rapidamente.

Revelou-se uma daquelas cidades que conhecemos de sempre, daqueles que parece que sabemos onde se encontram os melhores sítios para comer, para beber, para descontrair… enfim, Bratislava pela sua pacatez conquistou-nos!

Como é normal, chegámos sem nada planeado… Depois de 3 horas de viagem, desde Budapest, chegámos de mochila destinados em primeiro lugar a procurar um local para dormir. Várias placas, à saida da estação, anunciavam diversos  hostels. Quando demos por nós, alguém nos questionada: “are you looking for a place to stay overnight, I have a few possibilities, 7 min walking from the station”. Não tínhamos ainda local para ficar e não estàvamos à espera, de todo, de uma abordagem destas na estação. Isto é normal na Àsia, quando te pegam nas malas, as colocam no tuk-tuk e te levam para o local que eles escolhem. Mas aqui, na Europa, não.

Enquanto esperavamos pelo comboio de Viena, onde viajavam dois alemães que iriam ficar no mesmo hostel, começamos a sentir o pulso à Eslováquia.

Ao longe, a silhueta da cidade, deixava transparecer alguns edifícios novos entre os pináculos das igrejas bem caractéristicas do leste europeu. Varias pessoas roma concentravam-se à frente da estação, enquanto o vai-e-vem dos tram apinhados de gente quebravam a pacatez que o calor da tarde proporcionava.

Foram menos de 7 min até ao Hostel, que no jardim, em vez dos típicos gatos, tinha uma gigantesca quantidade de coelhos que por ali se passeavam, completamente indiferentes aos novos hóspedes.

Ainda era cedo, a Bratislava que descansava nas margens do Danúbio estava pronta para nós…

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