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Mapas e trilhos do Parque Nacional da Peneda-Gerês

  • Mapa do Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parte 1; Parte 2; Parte 3; Parte 4; Parte 5

  • Mapa do Parque Nacional da Peneda-Gerês (Área Rural vs Área Urbana)

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  • Trilho Castro Laboreiro

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Trilhos em Montalegre

Download mapa turístico (pfd)

 Bons trilhos! Que a Natureza esteja convosco!

12 comments 2007/09/17

O Gerês e as suas pontes

Ponte, bridge, puente, pont, brücke, Köprü, 橋, γέφυρα  

As pontes podem unir duas margens, duas margens vulgares. Mas podem unir pessoas, países, culturas, mundos… As pontes unem, os rios separam?

Aqui reuni algumas das mais bonitas pontes que vi pelo Gerês…

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Ponte da Misarela

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Ponte da Misarela

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Ponte em Lamas do Mouro

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Ponte na Assureira – Castro Laboreiro

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Outra ponte na Assureira -Castro Laboreiro

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Ponte Celta, Séc. II – Castro Laboreiro

1 comment 2007/09/17

À conquista do Parque Nacional da Peneda-Gerês – 5º Dia (último dia)

Rota: Lamas do Mouro – Castro Laboreiro – Melgaço – Caminha – Vilar de Mouros

 

Tomado o pequeno-almoço e o banho matinal o trilho segue para Castro Laboreiro, também apelidado carinhosamente por muitos de “planalto mágico”. Iremos descobrir porquê…

Castro Laboreiro é sobejamente conhecido pelos seus lobos, pelas suas montanhas, pelas “inverneiras” e pelas “brandas”, uma cultura singular de transumância perpetuada pelos tempos.

Para começar, um ida ao Centro de Informação de Castro Laboreiro. Ao contrário do que fomos encontrando quer nas delegações do PNPG, quer nos centros de informação, aqui a simpatia, a prestabilidade e o conhecimento concreto da realidade local foi uma surpresa positiva, uma mais-valia para o resto do dia. Depois de uma animada conversa, de uma passagem rápida pelos principais jornais on-line e consulta do correio electrónico, seguimos o trilho que nos leva até ao Museu de Castro Laboreiro. 

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Museu de Castro Laboreiro

 

A subida ao Castelo de Castro Laboreiro mostrou-nos uma paisagem singular, vales escarpados com fundos verdejantes adornados com as cascatas dos seus rios…

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As “brandas” e as “inverneiras” 

As “brandas” e das “inverneiras” marcam esta cultura única neste planalto mágico.

A população vivia essencialmente da agricultura e da pastorícia levando à criação de costumes que facilitassem esta tarefa e tendo em conta as baixas temperaturas que se faziam sentir no inverno. Como escreve Orlando Ribeiro “A população passa na branda a maior parte da Primavera, o Verão, o Outono; em Dezembro começa a baixar para a inverneira (para em baixo), onde toda a gente deve estar na noite de Natal. É verdadeira migração global, que se realiza a pé e em carro de bois, transportando-se para baixo gados, criação, utensílios, roupas e até o gato atado com um cordel a um fuelro. As casas da branda ficam fechadas e desertas enquanto duram as frialdades e tempestades de Inverno. Em Março ou Abril, isto é, pela Páscoa, sobem para a branda (para em riba), donde descem, para trabalhar a terra ou colher o renovo, por um dia, voltando a dormir à branda».

Na branda os terrenos eram mais férteis e as águas mais frescas no verão.

Percurso das “Brandas” e “Inverneiras”

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Além das “brandas”e “inverneiras” o lobo é actor principal por estas bandas… o seu uivo é presença habitual nas noites de lua cheia e com companhia sabedora em trilhos ancestrais quem sabe não lhe saia um “busto” pela frente…

A relação não amistosa homem-lobo vem de longe, foi peça da maldição dos contos, do temor dos pastores… até espécie protegida.

Com a escassez das suas presas naturais, este viu-se a descer a montanha e a fazer investidas junto das populações atacando gado doméstico. A pouco e pouco criou-se uma relação de conflito entre estes dois actores.

Originalmente distribuído praticamente por toda a Península Ibérica, actualmente o lobo ibérico (Canis lupus signatus Cabrera, 1907) está limitado à região Nordeste. Em Portugal a espécie é considerada em perigo de extinção (Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, 1990), estando totalmente protegida por lei desde 1988. No nosso País, a população lupina tem vindo a decrescer rapidamente, principalmente desde a década de 60, quando ainda se podiam observar lobos no Alentejo. Presentemente, esta espécie existe apenas nas regiões mais montanhosas e menos povoadas do Norte e Centro do País, correspondendo a cerca de 20% da sua primitiva área de distribuição.

Em Castro Laboreiro tem sido feito um esforço de protecção, de mudanças de mentalidades de forma a uma convivência tranquila entre homem-lobo!

 

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Cão de raça Castro Laboreiro – raça autoctone. Cão inteligente e meigo dedicado na protecção do rebanhos e companhia.

 

Infelizmente, o tempo voou… o sol estava já no seu zénite.

Era chegada a altura de deixar Castro Laboreiro. Mas aqui ficava a fiel promessa de um dia (brevemente) voltar, porque muita coisa ficou por ver, por sentir, por admirar… enfim o Gerês não se visita, vive-se e respira-se e de certeza quem por lá passa levá-lo-á no coração.

Faz-se caminho e o Gerês começa a ficar para trás… agora são as terras do alvarinho, um pouco mais e sente-se o cheiro a maresia… Caminha!

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Sentir a areia nos pés, um mergulho na no mar. É o contraste… a beleza de Portugal. Em minutos viaja-se da serra ao mar, de paisagens bucólicas e vales escarpados à imensidão de um azul salgado e paisagens salpicadas de barcos e gaivotas.

As estrelas chegavam para nos fazer companhia, hoje, no Parque de Campismo de Vilar de Mouros.

 

Adeus Gerês, até sempre…

 

dia_5.jpgmapa completo

Add comment 2007/09/17

À conquista do Parque Nacional da Peneda-Gerês – 4º Dia

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Rota: Entre-Ambos-Os-Rios – Lindoso – Soajo -  Mezio – Peneda – Lamas do Mouro

Era já o 4º dia em pleno PNPG…

Começou cedo o dia. Os espigueiros de Lindoso de do Soajo esperam, como o fazem à séculos! Era também o dia das 3 serras: Amarela, Soajo e para terminar a Peneda.

OS ESPIGUEIROS

Também chamados de caniços ou canastro, os espigueiros são estruturas de pedra (também encontramos espigueiros totalmente em madeira ou mesmo mistos) que têm como função a secagem do milho. Através da elevação do solo com recurso a colunas de pedra, permite-se o afastamento do mesmo aos roedores. São usadas fissuras laterais para permitir a circulação do ar.

Apesar de estas estruturas se encontrarem um pouco por todo o país, é no Norte que eles são mais característicos, principalmente os da zona do Gerês, construídos inteiramente de pedra.

Os espigueiros aqui referidos, os do Soajo e do Lindoso, são imóveis classificados como de interesse público.

Em Lindoso podemos apreciar, junto do imponente castelo, um conjunto impressionante de espigueiros, o maior conjunto nacional, com quase uma centena de exemplares.

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Um deleite para a vista… estes espigueiros! E não seriam os últimos, faltavam os do Soajo!

Depois de uma visita ao castelo do Lindoso e às suas exposições de armas o trilho segue para o Soajo.

SOAJO

Em pleno PNPG o Soajo é uma aldeia diferente. É um oásis da civilização moderna em plena serra. Aqui podemos encontrar os mais variados serviços: banco (multibanco), correios, restaurantes, etc.

Toda a aldeia foi sujeita a um plano de remodelação e conservação de forma a preservar a sua arquitectura única. Casas, calcadas em pedra, pelourinho… são a porta, a passagem para um tempo distante mas que ali se encontram os seus resquícios.

Vindo de Linhoso, encontrará à entrada da aldeia um conjunto magnífico de espigueiros em pedra, com a particularidade de quase todos eles assentarem também em uma base de pedra (um enorme maciço granítico).     

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A Serra do Soajo é sem dúvida magnífica. Já na fronteira do PNPG, a caminho de Arcos de Valdevez fica a Mata do Mezio, além dos vestígios pré-históricos é um sítio único com percurso homologado fechado. Aproveita para merendar no belo parque de merendas.

Aproveite para apreciar o Vale do Ramiscal com cerca de 10 quilómetros de extensão que se dispõe no sentido Este-Oeste. A maior parte da sua área está protegida legalmente pelo máximo estatuto de protecção ambiental, o de Parque Nacional. Infelizmente, em Agosto de 2006, grande parte da Mata foi consumida pelo fogo e era formada sobretudo por exemplares de Carvalho-alvarinho (Quercus robur) de grande porte e por azevinhos antiquíssimos. Neste local deambulava o Lobo-ibérico (Canis lupus signatus), a Águia-real (Aquila chrysaetos) cruzava assiduamente os céus e o Gato-bravo (Felis silvestris) refugiava-se no mais espesso do bosque.hpim4994.jpg

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Fraga dos Pastorinhos

Caminhos serpenteados, vales escarpados, bois de raça barrosão e muitas cabras à mistura levaram-nos até ao Santuário da Peneda, um local de culto em pleno vale glaciar, o “Bom Jesus” do Gerês. Não deixe de apreciar as suas cascatas, suba-as e delicie-se com lindas lagoas. Todavia mais impressionante que o próprio santuário, e o sítio onde se ergue é a protecção que o ladeia… uma enorme fraga!  

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Ponte em Lamas do Mouro

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As encostas da Serra pintadas pelas cores de um artista divino.

Era final de tarde em Lamas do Mouro… depois do percurso que nos pelas entranhas da aldeia e arredores formos surpreendidos por uma visão magnífica… garranos!

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Lama do Mouro é uma das Portas de Entrada no PNPG e sem dúvida a que melhor serve os interesses dos visitantes. Uma estrutura moderna, com muita informação sobre o parque e acima de tudo pessoas muito simpáticas. Nota: obrigado ao responsável pela informação por me ter deixado descarregar as fotos para a pen… ufa!   

Depois de uma refeição a frio, como vinha sendo hábito, com muitos tomates (J), um banho restaurador e a descansar com as estrelas… Amanha é o último dia nestas serras magníficas!

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dia_4.jpg Mapa completo do 4º dia

Add comment 2007/09/13

Vilarinho da Furna, a aldeia afundada!

Aqui o progresso matou os pastos, os terrenos de cultivo, a paisagem, a cultura, uma herança de tempos imemoriais, enfim as pessoas morreram com a aldeia. E a troco que quê? De 5$00 o m2. Este foi o preço pago na altura pela empresa de energia nacional. Não importava se tinhas uma casa boa ou má, se os terrenos eram de cultivo ou apenas um amontoado de pedras… a dignidade de uma comunidade, a vida das pessoas foi paga a 5$00 o m2

Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.A sua origem perde-se, foi destruída há vinte e seis anos (21 de Maio de 1972) por uma barragem.

A barragem não só emergiu campos e casas, mas, sobretudo, uma comunidade com uma riqueza cultural valorosa e rara. Como forma de salvaguardar todo o património em causa foi construído pela Câmara Municipal de Terras de Bouro em 1981 o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna.

Vilarinho tinha as suas leis, os seus hábitos, as suas pessoas, as suas terras o seu gado, a sua organização, o seu modo de vida… Um conjunto único que a transformava numa comunidade ímpar. Mas foi alagada.

E é possível que alguns dos traços da maneira de viver do povo de Vilarinho se filiassem na cultura dos povos pastores e ganadeiros indo-europeus, provavelmente lá introduzidos por migrações pré-romanas e reforçados pelas invasões suevas.

Depois de uma visita ao museu etnográfico, restava apenas saudar essa bela aldeia adormecida à força que jaz agora entre águas profundas.

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Pouco resta da antiga aldeia, quando a água da albufeira desce ainda é possível ver os muros, os restos de casas de outrora.

Para chegar às ruínas da antiga aldeia, siga por um caminho que ladeia a albufeira pelo lado esquerdo. O percurso de ida e volta demora cerca de 1 hora.

A noite já se anunciava, o sol escondia-se por entre cumes esguios que rasgavam o céu e o Parque de campismo de Etre-Ambos-Os-Rios estava à espera.

Miguel Torga com a arte e engenho só reconhecidos aos poetas, imortalizou nos seus versos uma morte, ou será uma aldeia morta? Em dias de “água baixa” emerge para nos saudar…

Requiem 

Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.

Miguel Torga – Barragem de Vilarinho da Furna, 18 de Julho de 1976

Add comment 2007/09/10

À conquista do Parque Nacional da Peneda-Gerês! (3º Dia)

Rota: Cabril – Fafião – S. Bento da Porta Aberta – Ermida – Portela do Homem – Campo do Gerês – Vilarinho das Furnas – Entre-Ambos-os-Rios

Tem sido engraçado, e verificamos durante o resto dos dias, que os campistas são todos os dias de manhã brindados com pão fresco. Aquele toque inconfundível que anuncia o pão, começou a tornar-se hábito pelos parques que eram percorridos.

Hoje o dia é longo, talvez o mais longo de todos… temos que retemperar forças!

Hoje também seria o dia em que deixaríamos a Serra do Gerês para trás para entrarmos na Serra Amarela.

Depois de uma tentativa frustrada no dia anterior de encontrar o Fojo do Lobo de Paradela, hoje o trilho, levar-nos-ia a Fafião, para uma nova incursão. Em Fafião um percurso homologado fechado levou-nos a volta à aldeia. O Fojo do Lobo fica ligeiramente fora do percurso, mas o orgulho com que as gentes que outrora o perseguiram agora o indicam foi sem dúvida especial.

O Fojo do Lobo, não é mais que uma arcaica construção de pedra para dar caça ao Lobo (Canis lúpus). Consistia em dois muros de pedra com cerca de 2 m de altura que se afunilavam e por onde era conduzido o lobo, no final, um poço condenava o lobo… Estas construções são o reflexo da relação ancestral do homem com o Lobo e que infelizmente ainda chegou aos nossos dias com frequentes cenas de tentativas de envenenamento.

O lobo quase extinto em todo o país continua com alguma representatividade no PNPG.

 

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Depois de uma rápida passagem pelo São Bento da Porta Aberta, local de romaria que faz as estradas pequenas e a agitação transformar o Gerês num qualquer outro lugar de culto (sem mencionar o turismo religioso e o aglomerado casas de pasto que se amontoam estrada acima), chegara a hora da do Rio Arado.

Mas o trilho não nos iria levar ao local comum de observação das cascatas do Arado, iríamos tentar encontrar aquelas que muitos chamam as “cascatas e lagoas do Tahiti”. O local não vêm nos roteiros, concelhos de amigos levam-me a tentar encontrar o sítio que dizem mágico. Depois de passarmos Vilar de Veiga, virámos à direita por estradas estreitas mas paisagem bucólicas… Seguimos para Cabril até encontrarmos a ponte sobre o Rio Arado. Daqui já podemos observar algumas lagoas, mas aventuremo-nos mais abaixo, por um pequeno trilho do lado direito do rio até termos esta visão exótica….

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Aproveite para explorar as imensas lagoas, banhe-se nas águas translúcidas que por aqui correm e aventure-se até um pouco mais abaixo até à foz, não se arrependerá!

Uma passagem rápida pelas Caldas do Gerês, com a sua habitual confusão veraneia e eis-nos a percorrer, ou melhor, a subir lentamente o vale glaciar até Ponte de Leonte, a porta de entrada na Mata de Albergaria, um autêntico santuário para a vida selvagem, para a flora e para a fauna. Paisagens bucólicas acompanhar-nos-ão ao longo do percurso. Apesar da estrada continuar até Portela do Homem (fronteira com Espanha), teremos que pagar uma taxa para circular de carro.

O ideal será percorrer a pé, os 6 Km entre Portela de Leonte e Portela do Homem e apreciar o que a natureza tem de melhor, já que se fizer a viajem de carro, fique a saber que não é permitido paragens!

Se a opção for caminhando e se não se sentir com forças para fazer o caminho de regresso, saiba que existem autocarros do PNPG que fazem o percurso inverso.

Umas pequenas incursões por mato mais denso e será surpreendido azevinho em estado selvagem que abunda na matas do Gerês, matas de carvalhos, colmeias… enfim, a natureza em estado puro.

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Visite as lagoas do Rio Homem e aventure-se pela Geira Romana até Campo do Gerês.

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Se optou pelo carro e não quiser voltar até Portela de Leonte e novamente até Caldas do Gerês, existe um trilho florestal (“terra batida”) que liga Portela do Homem ao Campo do Gerês, são cerca de 8 Km, contornando a albufeira de Vilarinho das Furnas, em autêntica gincana, imitando o “foge do buraco”…

Próxima paragem, Vilarinho da Furna…

 

 

2 comments 2007/09/10

À conquista do Parque Nacional da Peneda-Gerês! (2º Dia)

Rota: Boticas – Montalegre – Pitões das Junias – Parada – Sidrões – Cabril (ver mapa no final)

 

Este é o primeiro dia em pleno parque… A ansiedade é enorme e o frio também. Apesar de estarmos em pleno verão, a chegada a Montalegre trouxe-nos uma visão invernal! Pessoas vestidas com agasalhos e roupas quentes, aquele nevoeiro dos tempos frios pressionava-nos contra o chão!

A contrabalançar com este clima típico dos meses mais frios, encontramos uma vila típica do interior, onde o calor transborda. Aqui o granito é rei e senhor… mas um granito sorridente em ruas arejadas e convidativas guardadas por um castelo medieval.

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Castelo de Montalegre

Montalegre é também uma das Portas de Entrada no Parque Natural do Gerês. Actualmente, apenas se encontram em funcionamento as portas de Lamas do Mouro e Campo do Gerês. Todavia, vale a pena a uma visita ao Posto de Turismo, mesmo ao lado da delegação do PNPG, e a fim de nos munirmos de um mapa (ou faz o download A e B), simples mas completo no concelho de Montalegre.

Deixámos Montalegre para trás e por entre montes e vales, sempre num rodopio para não perder paisagens cade vez mais impressionantes, o trilho levou-nos ate Pitões das Júnias.

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Aldeia de Pitões das Júnias

Pitões das Júnias é uma aldeia situada dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real. A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI. 

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Para além de Pitões das Júnias

O clima inóspito no Inverno e a consequente imigração contribuíram para que a aldeia mantivesse sua pequena população e o aspecto medieval. As casas de pedra são um dos grandes ícones desta pequena aldeia, que no Verão vê a sua população aumentar quer graças ao regresso dos seus emigrante, quer à quantidade de turistas que cada vez mais visita as Terras do Barroso.

Mas em dúvida que o seu maior ícone é o Mosteiro de Santa Maria das Júnias.

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Vista sobre o Mosteiro

Para se chegar a este mosteiro nas margens do rio campesino, existe um percurso homologado (aberto).  São cerca de 3 km, descendo até ao miradouro, percorrendo a margem direita do rio campesino até ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias. O percurso é de baixa dificuldade.

O percurso começa no cemitério de Pitões das Júnias, deve deixar aqui o carro, todavia se insistir em continuar com ele poderá deixa-lo cerca de 1km mais abaixo (largue o carro o mais rápido possível…). Encontraremos um largo, pela direita temos acesso ao miradouro de Pitões, que nos oferece uma panorâmica fantástica sobre a zona do barroso e vista sobre uma gigantesca cascata, se continuar em frente terá acesso directo ao Mosteiro e posteriormente ao miradouro.hpim4920.jpg 

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São indescritíveis as emoções que nos assaltam dentro do mosteiro.  Resquícios de claustros perfeitos, paredes que escondem estórias de então, quem sabe de encantar. Perca-se entre as ruínas, aprecie as margens de um rio que corre devagar, indiferente ao tempo, banhe-se nas suas águas.Mesmo junto ao Mosteiro poderá ainda retemperar forças, e apreciar a merenda que preparou de antemão.

Não poderá deixar de visitar um belo exemplar de um moinho movido a água, bastando para tal passar a margem por uma ponte que conta já muitas primaveras.

Mosteiro de Santa Maria das Júnias (mais informação)

Percurso de Pitões das Júnias

Em Pitões das Junias poderá visitar ainda o Ecomuseu do Barroso, na antida Corte do Boi, aberto recentemente, que nos leva a uma viagem a tempos imemoriais.

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Aldeia com a albufeira da paradela

Depois de Pitões das Junias o trilho levou-nos a um dos sítios mais enigmáticos do Gerês, com quebrantos, diabos e lendas à mistura. A Ponte da Misarela, eternizada na voz de Sebastião Antunes (Quadrilha). Aqui o diabo anda mesmo à solta, o rio Rabagão corre livre, sulcando rochas e falésias, deixando atrás de si um rasto de lagoas e belas cascatas.

O Norte do país é extremamente rico em lendas e estórias de encantar, diabos à solta, feiticeiras e almas penadas.

Como era costume nos tempos idos, qualquer obra que fugisse as normais capacidades humanas era obra do diabo. A velha ponte da misarela não escapou a esse destino. Quando um mortal entrega a alma ao diabo, este é capaz de coisas imagináveis.

Mas o verdadeiro significado desta atribuição diabólica só se compreende quando se observam escarpas que ladeiam a ponte e sobre as quais a mesma se encontra edificada.

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Conta a lenda (ver lenda completa) que as populações vizinhas começaram atribuir carácter sagrado à Ponte da Misarela, passou a ser hábito que, quando uma mulher não levava os filhos a cabo – ou seja, quando algo ia mal na gravidez -, se dirigisse à Ponte e debaixo dela pernoitasse, na expectativa de ajuda celeste para o seu problema. Na sequência da operação, estava estabelecido que a primeira pessoa que atravessasse a Ponte no dia seguinte teria que ser padrinho ou madrinha da criança, à qual seria posto o nome de Gervásio, se rapaz viesse ao mundo, ou de Senhorinha, se de rapariga se tratasse. E isto para que, por obra e graça do pré-baptismo, a mulher tivesse um bom sucesso na sua gravidez.

Conta-se ainda que debaixo da ponte eram comuns práticas ancestrais ligadas à fertilidade.

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“Ponte da Misarela” Quadrilha – ouvir música  

Ainda extasiados e ao som da Ponte da Misarela, e porque o sol já se punha entre as colinas que se erguiam até aos céus, o trilho levou-nos até ao Parque de Campismo do Cabril para mais uma noite onde as estrelas iam servir de tecto e companhia…  

  dia_2.jpg Mapa

 

 

Add comment 2007/09/04

Indo eu, indo eu a caminho do… GERÊS! (1º Dia)

Rota: Trancoso – Vila Real – Vila Pouca de Aguiar – Ribeira de Pena – Boticas (ver mapa no final)

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Boticas “by night”

O primeiro dia foi quase exclusivamente para a viagem de ida até Boticas (Parque de Campismo de Boticas), com umas pequenas paragens por Vila Real para fazer as últimas compras antes de uma da clausura do Gerês.

Uma rápida passagem por Vila Pouca e por Ribeira de Pena e eis que surge Boticas.

A opção por Boticas para primeira noite, deveu-se única e exclusivamente ao do baixo preço do Parque de campismo (época alta: €1,50 pax e 2€ por tenda).

Mas nem sempre o preço é sinónimo de qualidade como tive oportunidade de verificar ao longo dos 5 parque que foram percorridos na viagem. O Parque de Campismo de Boticas é uma infra-estrutura recente, dotada de casas de banho equipadas com chuveiros (agua quente :-) ), bar, bungalows, acesso livre às piscinas municipais (sem dúvida uma mais-valia, principalmente no Verão), ao court de ténis e mini-golf.

Depois da montagem da tenda, é chegada a hora de uma visita à vila para se desfrutar dos seus encantos.

Boticas é uma vila que sofre com a interioridade, nas encostas sudeste do Parque Natural do Gerês, goza de vistas fantásticas e um recanto indescritível. Apesar da interioridade da vila possui um mobiliário urbano e espaços de lazer excelentes. Sem dúvida um bom exemplo.

 

Um jantar no lusco-fusco, assistindo à partida do sol e um saudar à lua, foi quase o culminar do dia, porque ainda houve tempo para umas cantorias bem animadas à moda do “norte”.

dia_1.jpg MAPA

Add comment 2007/08/30

GERÊS: Preparação da viagem!

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O local de abrigo: tenda BERG Adventure III Plus

 

Com toda a certeza, ninguém passará indiferente às paisagens, às histórias, à magia que se respira no Gerês. Mas para que possamos apreciar ao máximo é essencial que façamos um plano mínimo, com os pontos impreterivelmente a visitar, sob pena de fazermos como grande parte das pessoas: visita as caldas do Gerês, S. Bento da Porta Aberta e regressa… O PNPG é muito mais do que isto, ou melhor, não é nada disto.

Com toda a certeza, ninguém passará indiferente às paisagens, às histórias, à magia que se respira no Gerês. Mas para que possamos apreciar ao máximo é essencial que façamos um plano mínimo, com os pontos impreterivelmente a visitar, sob pena de fazermos como grande parte das pessoas: visita as caldas do Gerês, S. Bento da Porta Aberta e regressa… O PNPG é muito mais do que isto, ou melhor, não é nada disto.

É essencial irmos devidamente informados, com rotas mais ou menos traçadas devido à imensidão do parque. Felizmente a internet fornece-nos quase todo o material que necessitamos, todavia um bom livro nunca é de excluir.  Consulte também os sites dos Municípios que fazem parte do parque natural e mesmo os municípios vizinhos, encontrará informações excelentes e úteis.

Como grande parte do parque é coberta por mancha florestal e zonas rurais e se a sua intenção for explorar os recantos escondidos do Gerês, aconselho a aquisição das cartas militares das áreas a explorar e se possível actualizadas. Cartas militares podem ser adquiridas online em http://www.igeoe.pt/.

Se planeia uma visita à zona do planalto de Castro Laboreiro, saiba que na aldeia existe um ponto de informação onde poderá recolher informações mais precisas e inclusive alguns bons mapas.

Quanto aos percursos pedestres, eles encontram-se devidamente sinalizados, todavia nem sempre são acompanhados da descrição do trilho assim como a sua distância. Para uma visão geral dos percursos e do parque em si, existe um mapa muito bom que pode ser adquirido quer em qualquer delegação do PNPG quer em qualquer das portas de entrada no PNPG. Para alguns percursos pode encontrar nos postos de turismo da zona do Gerês folhetos informativos, mas informe-se devidamente se determinado trilho esta a funcional, se é aberto ou fechado e as condições dos caminhos para não ter desilusões.

Estará na serra, por isso, quer vá durante o tempo mais quente, quer vá no Inverno, não deixe de levar agasalhos principalmente para passar a noite.

                               

 Mais informação:

http://www.geira.pt/pnpg/index.html

http://peneda-geres.naturlink.pt/

http://www.serra-do-geres.com/

Add comment 2007/08/29

Hoje o meu trilho leva-me ao… GERÊS

Espigueiro do Soajo

Numa altura em que o calor aperta e (quase) todos os trilhos levam à costa, à praia, principalmente para sul, paradoxalmente, o meu trilho conduz-me a Norte, a uma das mais bonitas, misteriosas e almejadas zonas de Portugal.

Gerês é apenas uma de um conjunto de serras fascinantes que se erguem no alto nordeste de Portugal. Um autêntico santuário natural, um paraíso para os apreciadores da natureza, do trekking, da observação, onde podemos encontrar alcateias de lobos, garranos (cavalos servagens), corços, matas de azevinhos, paisagens de cortar a respiração…

A serra do Gerês em conjunto com a serra do Soajo, Amarela e Peneda e os planaltos da Mourela e de Castro Laboreiro fazem o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi criado a 8 de Maio de 1971, tornando-se na primeira área protegida  e no único Parque Nacional do país. A área do PNPG encontra-se dividida em zona natural (zona de protecção integral, correspondente a um terço da área) e de zona rural (zona tampão envolvente).

O PNPG localiza-se na região Norte de Portugal (Minho-Lima, Cávado, Alto Trás-os-Montes) abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70 290 ha. Destes, 5 275 ha pertencem ao Estado (Matas Nacionais sob gestão do ICN), 45 577 ha são terrenos baldios e a restante área é propriedade privada. O P.N.P.G. é a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas. «mais informação»

O ponto mais elevado localiza-se na serra do Gerês e ultrapassa os 1500m. É atravessado por muitas linhas de água, de entre as quais se destacam os rios Cávado, Lima e Homem

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