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Estou a recordar… Guggenheim

Ainda me sinto a percorrer aquelas lajes frias… Seguia constantemente este monstro de titânio por cima do ombro. Qual guerreiro empunhando sua espada! Qual adamastor endiabrado que afugenta os marinheiros! Aqui em terra firme é ele quem guarda esta cidade, ele estabelece os ritmos, os compassos e as pessoas respeitam-no.
Oh, Guggenheim! Que saudades tuas. Um laivo de nostalgia apoderou-se de mim agora! Há que tem despreze, quem te odeie e quem te respeite. Mas eu amo-te, porque olhaste por mim, porque fizeste parte da minha vida.
Recordo-me do calafrio que me provocaste na primeira vez que te vi. Imponente, altivo, olhaste para mim e sussurraste umas palavras firmes como que em jeito de boas-vindas. Final de um longo Verão de 2004, acho que o melhor da minha vida, um dia contar-vos-ei porque.

Obra prima de Frank Gerry, o Museu Guggenheim Bilbao, situado na cidade de basca de Bilbau é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. É também um marco importantíssimo na cidade já que marca a mudança numa cidade agora cosmopolita ao nível das grandes capitais europeias. Este monstro de titânio é um dos monumentos é um dos mais visitados de Espanha.
Visto do rio têm o aspecto de um navio em honra ao porto e a natureza marítima de Bilbau.












1 comment 2007/11/27
Castro de Santa TREGA (Galiza – Espanha)
O que é: A parte visível das ruínas faz parte de uma aldeia celta erigida no séc. II – I a.C. Situada num ponto estratégico, tem ao lado o oceano Atlântico e ao fundo o Rio Minho, que serve actualmente de fronteira entre Portugal e Espanha. Apesar da relevância que este povoado teve no início, com a hegemonia romana, o florescimento das vias de comunicação terrestre o comércio marítimo perdeu importância e consequentemente este povoado. De referir que nesta aldeia viviam à altura cerca de 3000 pessoas.
Localização: O Castro de Santa Trega localiza-se perto da fronteira de Portugal/Espanha no Rio Minho. De Caminha podemos apanhar o ferry, ou então atravessamos a fronteira em Vila Nova da Cerveira e seguimos em direcção a A Guarda. Encontraremos placas que indicam o castro, normalmente como aldeia Celta.
O castro aparece delimitado com uma muralha e as suas ruas são muito estreitas. Temos uma via principal e vários caminhos que depois seguem até às casas.
As casas organizam-se em grupos (habitacionais, oficinas, armazéns…) com um pátio comum.
A maioria das casas são circulares, mas também as há que são rectangulares.
Viviam em casas de pedra unidas com barro, depois eram rebocadas com areia e cal, com cores desde o azul, branco ou mesmo vermelho. O telhado, em forma cónica ou de duas águas, era composto por material vegetal. Foram encontradas algumas portas muito decoradas. O interior das casas girava em torno do fogo central, que além de proporcionar luz, aquecia o ambiente. Normalmente as pessoas que habitavam a casa dormiam no chão ou em pequenas esteiras.
Add comment 2007/09/18











