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Serres Royal de Laeken
O sol tem um poder incrível, não só nas plantas e nos “passarinhos”, mas também nas pessoas. As pessoas deambulavam na rua com sorrisos fixados nos lábios, mas eu podia sentir as gargalhadas que desejavam soltar mas que pressão social teima em manter aprisionadas.
As “Serres Royales de Laeken” ou como quem diz as «estufas reais » em bom português, só estão abertas um curto período por ano, normalmente três semanas entre o final de Abril e início de Maio.
Poderia ter vindo à noite, dizem que é deveras especial. Sabem, quando as flores estão a dormir – é que elas também dormem, ou pensamos nós que sim – elas tornam-se especiais, abraçadas pelos anjos, as suas cores tornam-se mais meigas, quando elas pousam a cabeça na almofada, ou serão as pétalas? Enfim.
As estufas reais são um verdadeiro universo paralelo plantado na agitada vida de Bruxelas, principalmente numa cidade que teima em ser cinzenta e fria grande parte do ano, até que… chega a primavera…
É difícil encontrar sítios como este dentro das grandes metrópoles (sim, claro, temos sempre Londres).
Mas “não havendo bela sem senão”, também aqui, é apesar de ser um mar de flores, nem tudo são rosas. Sinto-me feliz por poder emaranhar-me neste universo de cores e de cheiros, mas infelizmente só uma vez por ano. Se os “súbditos” de “sua majestade”, por obra e graça de “sua realeza” podem descobrir os encantos destes recantos durante 2 semanas, os desocupados reis e improdutivos “reis” beneficiam deles o ano inteiro, guardado a sete chaves, impenetrável… Os imensos hectares estão aqui, à minha frente… palavras para quê?

Add comment 2008/09/28
Hoje o meu trilho leva-me a Dinant (Wallonie – Belgium)
Sans le jazz que serait la musique? Mais sans le sax, que serait le jazz ?
Dinant não é mundialmente conhecida, mas deveria ser… apesar de bela não é uma cidade de beleza ímpar. Mas Dinant tem o seu lugar na História por ter gerado aquele que inventou e dá nome a um dos mais belos e imprescindíveis instrumentos musicais. Adolphe Sax, o inventor do… Saxofone, pois bem, nasceu em Dinant em 1814, no seio de uma família de artesãos que se dedicavam ao fabrico de instrumentos musicais.
Sentia que o dia estava frio, mas acho que o frio percorria mais o meu corpo que o dos outros, era um dia estranho! O sol, como quase todos os dias, fez novamente das suas: não me deixou dormir. Pego na “La guide du routard – Belgique” e o marcador aponta para uma cidade que nunca tinha ouvido ninguém pronunciar: Dinant.
Com a minha companheira imprescindível das viagens e de mochila às costas empreendo em passo apressado uma caminhada até à “Gare de Louxembourg”, situada mesmo ao lado do Parlamento Europeu. Já tinha falado em momentos anteriores que a Bélgica tem uma alta concentração de caminhos-de-ferro, isto é, podemos ir a qualquer lado de comboio. Mas encanta-me acima de tudo o “weekend” ticket, viajas por toda a Bélgica com desconto de 50% durante o fim-de-semana.
O comboio vai para sul, dizem que para a parte mais bonita da Bélgica, a Valónia. Perco o cheiro e as visões cinzentas da cidade, deixo Bruxelas para trás, finalmente! Sinto-me a serpentear o rio “Meuse”, a maquina que já não é mais a vapor têm já uma cumplicidade atraente e visível com o rio… já se conhecem, saúdam-se todos os dias! Às vezes parece que falam um com o outro, parece que consigo ouvir os risos tímidos da máquina e o bailado das pequenas ondas do rio, aperaltadas e dançando ao sabor do vento, só para ela, para a maquina que já não é mais a vapor.
Terminado o serpenteado surge diante dos meus olhos uma visão magnífica. Uma imponente catedral, erguida encostada ao morro, uma escapa de uns bons metros que irrompe em direcção ao céu e em cima vestígios de uma fortificação antiga. O rio é agora a sopé da cidade, o seu guardador e uma das suas maiores atracções. De toda a Bélgica e Luxemburgo vêm aqui pessoas fazer canoagem, escalada, etc… por isso não fiquei surpreendido quando vi as ruas num emaranhado de turistas de maquina na mão e parando em frente das simplórias lojas de souvenirs.
Os meus trilhos vão sendo feitos… pé ante pé e se vai trilhando o caminho. Tenho perguntado a mim mesmo se voltarei um dia, se voltarei a reconhecer os meus passos e se as pedras da calçada voltarão a lembrar-se do meu pé ligeiro e desarticulado…. Ao mesmo tempo espero não voltar, espero levar essas boas recordações na memória e imagens gravadas na retina.
As memórias são traiçoeiras, obrigam-nos a olhar para trás e na vida tenho que caminhar em frente, porque se olho para trás arrisco-me a escorregar…
1 comment 2008/05/23
Hoje o meu trilho leva-me à “L’Abbeye de Villers-La-Ville”
20 Graus, estamos em Bruxelas?
Eu sei que estou sempre a falar do tempo, mas é que dias assim são dignos de registo tanto mais que hoje o meu trilho leva-me ao “countryside”.
Não é a primeira vez que digo que a Bélgica é um país estranho quase sem identidade, eu sei que sofro do mal crónico de estar a viver em Bruxelas e julgar a Bélgica por Bruxelas, isto é o todo pela parte que em bom português seria uma metonímia. Sim, mas apesar de tudo tem coisas absolutamente fascinantes, os seus castelos e abadias apaixonam qualquer um e aqui há-os para todos os gostos. A Bélgica tem a mais alta taxa de castelos por metro quadrado do mundo.
Mas hoje o meu trilho leva-me à “L’Abbeye de Villers-La-Ville” .
O trajecto faz-se rápido aproveitando o desconto de fim-de-semana nos comboios belgas. Uma pequena paragem e mudança de comboio em Orringnies, foi suficiente para entrar noutra dimensão. Parecei que estava em Portugal, mas há uns largos anos atrás. O comboio parecia tirado de um filme, uma espécie de melancia de cores invertidas, por fora, um vermelho escuro ferrugento e a denotar a passagem do tempo por dentro um verde imaculado que fazia lembrar as mobílias dos anos 60. Sento-me e sinto o peso dos anos, o lamento da velha máquina cansada do transporte, cansada de ouvir os lamentos incansáveis daqueles a quem faz o frete de transportar, afinal para muitos é apenas um troço de metal. Eu sei que não, eu sinto-lhe a vida, consigo ouvir o seu coração e de vez em quando um respirar mais ofegante quando a morfologia do terreno a isso obriga.
Villers-la-Ville é um povoado típico da Valónia, com o seu apeadeiro e a Abadia para trazer turistas.
A Abadia é impressioante, um amontoado de pedra que a-pouco-e-pouco vão tomando forma. Sente-se o silêncio de outrora sem que seja necessário altos exercícios de memória e imaginação.
Conta-se que em 1146 saíram de Claraval, um abade, doze monges e cinco leigos no intuito de encontrarem um local e aí fundarem uma abadia. Chegados a Viller e escolheram um local banhado pelo rio e com bons provimentos de madeiras e outros materiais. Todavia esta teria sido uma morada temporária já que no Séc. XIII foi erigida a nova abadia correspondendo aos normais cânones cistercenses.
Hoje apenas encontramos as ruínas daquela que outrora foi o “pouso” de dezenas de eclesiásticos… mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e até eu vou mudando ao sabor dos tempos e dos trilhos que vou cursando!
Add comment 2008/04/28
Leopold Park dressed of white! Just some Photos
Como uma noiva que se aperalta assim Bruxelas acordou esta manhã – vestida de branco!

(click to enlarge)





—> click to see more photos: http://picasaweb.google.be/sergiofslopes/LeopoldInWhite/photo#s5182128738511654450
Add comment 2008/03/25
Hoje o meu trilho leva-me ao… Atomium!

O dia não estava frio, estava gelado… cada vez que libertava as mãos para que pressionassem o disparador da canon sentia o frio a trespassar as veias e a chegar ao coração!
O Atomium é uma espécie de “Torre Eiffel”, só que em Bruxelas. Foi construído para uma Exposição Mundial e também ele, terminada a exposição, acabou por permanecer no local onde o tinham erigido.
Este átomo foi construído em 1958 numa altura em que se pensava que a energia atómica iria salvar o mundo e que o futuro seria brilhante.
Imaginem que vos aumentavam as mesmas vezes que aumentaram este átomo de ferro, teriam uma altura de 33 milhões de Quilómetros, difícil de imaginar… A este “pequeno” átomo, para ter a altura de 102 metros, foi necessário aumentarem-no 165 milhões de vezes.

Atomium visto do parque de Laeken
Hoje fui presenteado com uma oportunidade única! Já algum tempo que estas aves me intrigavam. Sabia que se tratava de um pássaro exótico, pela pose e os sons que emitiam parecia tratar-se de um psitacideo. Mas nunca os tinha visto de perto, só ao longe e em pleno voo.
Perguntam: que é que tem de tão espectacular? Aparentemente nada, se não se tratasse de uma ave exótica de climas quentes.
O RingNeck ou “psittacula krameri” é uma ave, um psitacideo, originária da Índia, Ceilão, Senegal e Guiné, isto é de climas quentes. E a Bélgica tem tudo menos tropical, pois no exterior o termómetro marcava um simpático grau negativo á hora de almoço. Na Europa são criados acima de tudo em cativeiro e como animais de estimação.

RingNeck Macho (distingue-se da fêmea por possuir um laço vermelho em volta do pescoço)

Fêmea no ninho. Normalmente, como é usual nos psitacideos, os RingNeck usam cavidades de árvores para aí construirem os seus ninhos.
Clique para ver mais fotos: http://picasaweb.google.pt/sergiofslopes/Atomium/photo#s5182126642567613810
Add comment 2008/03/24
Hoje o meu trilho leva-me à … “Forêt de Soignes”
Terra: terceiro planeta a contar do Sol. Terra: normalmente associado ao local de origem de uma pessoa. Terra: cobertura terrestre da qual brota a vida…
Se tivesse que escolher um elemento, escolheria a Terra. Lembro-me de a minha mãe me contar que em criança eu adorava comer terra, de me rebolar nas suas vestes de me vestir de pó. Lembro-me de a apunhalar, de me mascarar de “garimpeiro” e explorar as suas grutas. Agora sinto que lhe pertenço, sim, à terra e agora sinto que o meu objectivo é outro, deixarei para trás as brincadeiras de menino e partirei em busca das maravilhas que ela guardada, um pouco para mim.
Certo dia, um jovem arquitecto paisagista “autrichien” de nome Joachim Zinner, a mando do rei e com o intuito de ser produzida no reino autrichien madeira de qualidade, manda plantar centenas de hectares de floresta, nomeadamente faias – “a catedral das faias”. Passeando por lá, ainda hoje podemos encontrar majestosas árvores que terão sido plantadas a mando do visionário arquitecto. Como já devem ter reparado o meu trilho hoje leva-me a uma floresta, à Florêt de Soignes.
No entanto, um destino trágico estava traçado para grande parte da floresta. Com a revolução belga de 1830, a Société Générale que tinha recebido a floresta a título de dote de Guillaume d’Orange, vende cerca de 60% da floresta por razões políticas, ficando apenas os 4400 ha que compreende hoje. Todavia o destino da floresta estava traçado e em 1984 o Estado Belga regionalizou a Floresta de Soignes e repartiu a sua gestão pelo estado da Valónia, Flamengo e Bruxelas.
Precisarei de muitos dias nesta floresta… São demasiados hectares para percorrer, muitos trilhos para trilhar, recantos para explorar. Hoje foi apenas o primeiro e a primeira vez é sempre importante, em tudo.
Com um dia solarengo, apesar de frio, a Floresta crepitava de alegria. Os corvos cantavam melodias mais alegres – não sei se será possível conjugar estas duas palavras conjuntamente, corvos e alegria – os cães que por ali passeavam rebolavam-se numa inteira felicidade cujos donos estavam a anos-luz de compreender, mas quem fazia fervilhar a floresta com os seus estalitos eram os esquilos. Entrei pela floresta dentro e lá estavam eles, refastelados absorvendo este maravilhoso sol primaveril. Foi uma autêntica passagem de modelos, uma verdadeira sessão fotográfica. Todavia com a minha Canon 18-55 pouco se poderia fazer, fica a intenção…
Fica aqui a passagem de modelos…
Add comment 2008/03/23
Hoje o meu trilho leva-me ao… “marché du midi”
Os locais adoram este mercado. Disseram-me que é o segundo maior da Europa e na verdade é mesmo grande, daqueles sítios onde uma pessoa se perde entre fruta, legumes, flores, azeitonas, especiarias, etc…
Bruxelas acordou como ela própria, cinzenta e salpicada de quando em vez por umas gotas mais teimosas e ao mesmo tempo geladas. Confesso, eu até gosto de chuva, mas detesto quando ela me surpreende, e infelizmente tem-no feito demasiadas vezes. Começo a perceber porque é que a Bélgica tem a segunda maior taxa de suicídios por ano… não admira, este tempo consegue deprimir até o maior estampado dos sorrisos.
O mercado está alegre, salpica e canta ao som dos pregões que me esforço, em vão, por entender… é muita cultura junta, penso. Podemos encontrar pessoas e produtos de todas as partes. Mas a estes sítios não chegam os “eurocratas” e quando vêm, vêm como eu, às vezes com intenção de comprar, outras de máquina em punho, mas também a necessidade de sentir a multiculturalidade que nos escapa nos gabinetes dos muitos edifícios do european district.

Ainda agora esta em Itália, ou seria na Grécia… mas o cheiro que circula transporta-me para locais de mil e uma noites. Estes aromas têm poderes especiais como se tivessem sido feitos por fadas recorrendo a formulas e receitas escondidas ou quem sabe até perdidas no tempo. Tento em vão distingui-los. Caril, cravinho, cominhos… é impossível. Sinto-me invadido por uma espécie de transe poderoso.

Eis que não algo me trás de volta à realidade. 2 couves-flor, enormes, por 1€. Isto é mesmo barato, aproveito.
Se há algo capaz de espantar o cinzento do céu e o torpor que sinto nestes dias são as imagens com que me deparo… tapetes de flores, tulipas, das mais diversas cores e feitios. Árvores de fruto, vasos, terras, sementes, cogumelos, enfim um verdadeiro paraíso para um amante da terra. Quem me dera possuir os dons do poeta, a capacidade de com simples palavras ser capaz da mais especial de todas as façanhas, descrever as maravilhas que os olhos não podem ver. Como diz o artista, eu “não passo de um homem vulgar que tem a sorte de saborear” momentos únicos com estes e que me ficaram retidos na memória e no CCD da minha Canon.

Se tivesse de caracterizar este mercado utilizaria uma aproximação ainda que arriscada a três “espécies” bem conhecidas: a “feira da ladra”, a “feira de Barcelos” e o mercado das frutas e legumes ao Sábado de manhã.


(onde é que andaria a ASAE?


MAIS FOTOS: http://picasaweb.google.pt/sergiofslopes/Marche_gareDuMidi
1 comment 2008/03/09
Os meus trilhos hoje levam-me a… BUXELAS
São 7 da manhã! Amanhece em Bruxelas…
Vista assim até a mais feia das cidades encantaria qualquer um. Está um frio de rachar, posso senti-lo através do vidro. Já se ouvem sinais de pessoas, a agitação começa a tomar conta desta cidade, que ao contrário de muitas outras ainda dorme.
Em Bruxelas sente-se a Europa, não são só os edifícios do “european district”, é o ar que se respira, a multiculturalidade que se toca, é sentir que o caminho da Europa, de Portugal é traçado aqui todos os dias.
Ouço dizer que Bruxelas não é a Bélgica, que a Bélgica é muito mais que Bruxelas e que Bruxelas é menos da Bélgica e mais do mundo, vá-se lá saber quem tem razão…
“Os meus trilhos” andarão pela Bélgica nos próximos meses, ir-me-ei perder, porque só se perdendo se descobre os verdadeiros encantos que escondem até os sítios mais explorados à face da terra. Contar-vos-ei por onde ando e como sempre onde passar farei como vir fazer, agirei como se fosse um local.
3 comments 2008/02/27
Em Bruxelas também se sentiu o KOSOVO
Hoje, um barulho ensurdecedor invadiu as ruas de Bruxelas. Bandeiras desfraldadas em mastros improvisados. Carros em tons de vermelho e preto saltavam em euforia, as pessoas no seu interior de sorrisos estampados gritavam frases imprescritíveis (numa língua estranha).
Não é que não esteja habituado a este tipo de manifestações, mas intrigava-me não saber a que se deviam. Em Portugal, decerto que se trataria de um jogo de futebol, da selecção, talvez. Mas aqui, em Bruxelas?
Venho agora a saber que o parlamento kosovar declarou a independência. Todavia, ainda mais intrigado fiquei ao saber que há gente interessada em outras coisas para além do futebol, como bem se diz “há mais vida para além do futebol”. Bruxelas não apoiou esta posição, a ONU também não (consta-me que o CS se reuniu de emergência para avaliar a situação), mas é aqui em Bruxelas que milhares de kosovares se fizeram ouvir.
Hoje deu para conhecer um pouco melhor “a petit peu de la ville”. Descobri que por exemplo Bruxelas têm o maior museu do mundo de instrumentos musicais, não ainda não o visitei. Mas melhor, descobri que o saxofone foi inventado por um belga de nome Adolphe Sax.
Um passeio pelo Grote Markt (Grand Place) foi o suficiente para a multiculturalidade que reina nesta cidade, era difícil ouvir duas línguas iguais e seguidas… mas infelizmente as pessoas vêm e vão e levam apenas a boca mais doce, que por aqui reinam as waffles, os chocolates e claro, a cerveja…
Tenho muito tempo para percorrer as ruas desta cidade, os seus mais recônditos lugares, conhecer as suas manhas e belezas, as suas fraquezas e as suas virtudes!
Estou acompanhado pelos Filhos da Madrugada que cantam para mim as estórias do Zeca. Tento descontrair… hoje não tenho net.
O poder da europa, a imagem dos eurocratas…
Add comment 2008/02/17
O meu trilho leva-me à… “Capital da Europa”
Vou sem rumo nem norte, sem sítio onde aparcar…
Esta é a primeira foto que tire em solo belga, pois a viagem foi demasiado atribulada para poder tirar a Canon do saco. Esperam-me 5 longos meses… muitas fotas hei-de tirar, chocolate para provar, gaufres para comer e cerveja para beber…
Add comment 2008/02/16












































































































