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Tôi ân chau – Sou Vegetariano – I am vegetarian
Perguntam-me se sou budista. Não.
Então porque és vegetariano? Não gostas de carne, de peixe?
Tento explicar algumas das razões. O sofrimento Animal? Os meus companheiros vivem todos os dias com o sofrimento humanos. A degradação ambiental? É apenas uma forma de sobrevivência.
Para os meus amigos, e num país onde se como tudo, e quando digo tudo, é mesmo tudo o que salta, voa, nada, rasteja, etc, só a religião é razão suficientemente forte para se ser vegetariano.
Na verdade, ser vegetariano é um acto de coragem de que me orgulho, uma opção de vida necessária e coerente com a luta por um mundo ecologicamente sustentável.
Uma taça de arroz, longo, solto, brilhante de tons perlados e uns vegetais estaladiços, frescos e viçosos, que mais posso almejar?
Add comment 2009/10/18
Hoi An – Partir quando me apetece ficar
Em países como este, onde 50% da população vive do arroz, não lugar para relógios, internet ou horários. Há apenas esse astro maior, fonte de vida e, hoje, muito calor!
A vida começa cedo! À falta do famoso galo das saudosas terras da beira, acordo com o barulho dos transeuntes, melhor, mais motos que pessoas. São 6 da manhã, ainda cambaleante, arrasto o corpo cansado até ao duche matinal. Maravilha!
Parto hoje! E como nos últimos dias, para Norte – Hue!
Quem me dera ser um desses camponeses que avisto ao longe
de chapéu cónico,
tez gasta pelo sol
e mãos calejadas de tanto arroz fazer viver.
Quem me dera não ter horas,
Lugar
Sentido ou
Rumo!
Quem me dera poder vaguear num corrupio sem nexo
Por essas praias de arrozais verdejantes,
De água
E reflexos…
Quem me dera não ter de partir quando me apetece ficar!
Quem me dera não ser mais um de mochila, perdido,
Mas sem as mãos calejadas,
Nem a pele gasta pelo sol.
Conheço gente.
Em tantos quilómetros conhece-se muita gente. Muitos estão pelas festas na areia, outros pelas praias, outros porque sim… todos querem chegar a algum lado. Eu, NÃO! A mim pouco me importa o meu destino, os lugares onde chegarei. Estou aqui pelo CAMINHO. O mais importante é o pó que levanto e as pegadas que deixo…
Add comment 2009/10/14
Nha Trang – Vietnam (23.07.2009)
Mergulho nas águas, hoje, calmas do mar do Sul da China, na Costa Central do Vietname. O mar é imenso e azul-turquesa, a areia luzidia estende-se até se perder no horizonte. É assim em Nha Trag.
É cedo demais para turistas. Apenas os locais e alguns coqueiros já se despertaram e se banham nestas águas. Enquanto percorro os 6 km de areal, relembro a noite anterior.
Acordo com os solavancos do autocarro e embalado por uma luz ténue, mas com a tépida sensação de ter dormido bem. Os olhos ainda semi-cerrados esforçam-se por focar o horizonte. A luz no Vietname é magnífica, sou surpreendido por um dos “nascer-do-sol” mais colorido que presenciei até hoje. Uma autêntica melodia de cores vivas, vermelhos, amarelos, azuis…
Não posso comprar mais livros, guloseimas e falsos “lonely planet”. A minha mochila começa a pesar, as costas ressentem-se e tenho de recusar dezenas de ofertas, ao longo do areal.
Antes de embarcar novamente nas, já normais, curvas e contra-curvas nessa estrada por montanhas que me levará até Hoi An, sento-me num pequeno restaurante local. Delicio-me com uns nem rau, uma espécie de “spring rolls”, mas mais pequenos e mais estaladiços que os chineses. É relativamente fácil encontrá-los só de vegetais, com uma película super-fina de papel de arroz.
São 6 da tarde, embarco. Mais 12 horas de autocarro!
1 comment 2009/07/23

















